Antigamente o corrupto se esgueirava pelos cantos, com vergonha da própria sombra. Só havia corrupção ativa e passiva.
Mas agora inventaram um novo tipo: a corrupção festiva. Hoje eles cantam, se abraçam, se elegem, reelegem e comemoram.
O que está acontecendo diante de nossos olhos é um fato novo: o desrespeito não é nem com a verdade, mas com a mentira. Estamos assistindo à desmoralização do escândalo.
O discurso do Arruda é um momento importante na história do país.
Ele diz: “Toda crise passa, o que diferencia é como cada pessoa escolhe para atravessá-la”.
Ele escolheu o cinismo absoluto. E esta dando certo: elegeu presidente um deputado amigo, autor de um famoso projeto criando banheiros para homossexuais nos shoppings de Brasília.
Arruda também é um importante jurista. Está reformando o código penal. Ele decretou: “as provas não provam mais nada”.
Qualquer desculpa serve: “eu pus a grana nas meias porque tenho frieira e dizem que dinheiro cura tudo”.
Arruda fez cara séria e citou São Paulo: “Combati o bom combate. Terminei meus dias e não perdi a fé”.
E, como ele citou São Paulo, podemos citar Jesus Cristo quando expulsou os vendilhões do templo: “A minha casa é uma casa de oração, mas vós a convertestes em um covil de ladrões”. Foi Cristo que disse.
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Deturpação do luto ao longo das épocas
Há 12 horas

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